Basicamente dois tipos de registros são encontrados nos sistemas de qualidade. Registros de características mensuráveis – medições aos quais são atribuídos valores através de equipamentos / instrumentos de medição e, registros de características atributivas – provenientes de classificações do tipo OK / NOK, certo / errado, sim / não, entre outras. Embora, estes conceitos sejam óbvios é frequente encontrarmos registros que deveriam ser mensuráveis indicados nos respectivos formulários como OK / NOK.
Questionado o operador, durante uma auditoria, este em sua lógica particular nos revela que a medição encontrava-se dentro da tolerância. Perguntado o quanto dentro da tolerância a resposta é mantida: dentro da tolerância, apenas. É óbvia a conclusão: não se lembrava da medição, claro. É de se pensar: não faça pergunta difícil! A resposta sempre será a mais fácil ou disponível. Alguém mandou fazer assim ou aceitou que seja assim. Se é uma medição, e existem todos os recursos necessários porque não se registram os valores encontrados? Ah! É verdade, não faça pergunta difícil!
É importante, na gestão de qualidade numa empresa, que se mantenha a coerência nos registros das medições e avaliações. O que for atributo responde-se como atributo. O que for mensurável responde-se como previsto, com os respectivos valores. Para ambas as condições isto é importante para a análise de performance e de eventuais desvios / variações daquilo que foi especificado. Se o registro é diferente irá dificultar ou mesmo impedir uma análise adequada e também impedir uma ação correspondente, quando necessário. Volte em seus processos, verifique todos planos de controle e compare com os registros efetuados e faça a verdadeira pergunta mais difícil: porque registrar diferente do que foi especificado?
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