#InsightToqueQ – Critério de Detecção não é mais baseado na probabilidade de detectar a falha. Aprendemos a controlar assim. Mas agora o paradigma é outro. Controlar pela maturidade do meio de medição. O que isto significa? Uma maneira mais robusta de avaliar o meio de medição considerando sua eficácia e a experiência da planta e equipe na capacidade de identificar as falhas com as suas soluções. Isto significa que a tabela de detecção também mudou. E muito!

#ToqueQintro – Aprendemos em todas as edições anteriores do manual do FMEA a detectar as falhas com base na probabilidade do meio de medição identificá-las efetivamente após a sua ocorrência. É interessante refletir isto, uma vez que a probabilidade de ocorrência reduz a quantidade de itens / produtos / materiais que de fato apresentam o problema. Com isto o meio de medição que você projetou ou escolheu necessita ser robusto o suficiente para detectar aquela falha que irá surgir, algumas vezes esporadicamente e que, pode ter sérias consequências dependendo de sua importância e impactos. Portanto, é preciso conseguir saber quais efetivamente são os defeituosos em meu lote de produção. Não é uma tarefa fácil porque cada vez mais nossos produtos e processos são melhores, e desta forma deveriam falhar menos. E de fato, cada vez mais será difícil detectar as falhas. E mais, as que forem identificadas terão impacto severos nas empresas pois se não identificarmos em tempo poderão ser detectados nos clientes ou usuário final elevando em muito os custos para solucionarmos. E o que fazer então?
#EmDesToque – No paradigma existente, alguns tipos de detecção foram “padronizados”, podemos dizer assim, em nossos conceitos, como por exemplo o caso da inspeção visual cuja nota de detecção será 7 ou 8 dependendo do momento em que for detectado. A nova tabela do critério de detecção leva em consideração a maturidade do método de detecção e consequentemente a oportunidade de efetivamente identificar o modo de falha ou a causa da falha. É um novo olhar porque a capacidade da equipe e/ou planta em avaliar os problemas com os produtos ou processos torna relevante esta análise. Se não há conhecimento e experiência suficientes é possível a escolha de meios de medição mais simplificados, digamos, pois não teríamos informações suficientes para saber qual é o potencial problema e assim estabelecer uma forma de detectá-lo. Por outro lado, o profundo conhecimento nos leva a escolha de meios de medição com capacidade efetiva de detectar a falha ou modo de falha diretamente na fonte ou ponto mais adequado.
Com isto, a equipe de FMEA, não poderá ser mais uma lista de nomes que muitas vezes não sabem por que estão relacionados no formulário de FMEA. Experiência, experiência, e mais experiência são quesitos essenciais na escolha daqueles que farão parte da equipe de FMEA. É a única forma de qualificar a empresa para a proposta de boas soluções para as falhas potenciais em análise. Pense, como a sua empresa escolhe a equipe de FMEA num novo desenvolvimento, por exemplo?
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#TudoSobre Critérios de Detecção – É claro que a escolha da equipe se torna fundamental, e deve ser baseada na capacitação e experiência que os funcionários da empresa possuem. Muitas vezes é preciso adicionar membros externos nesta equipe, gente que possua experiência com os produtos e/ou processos. E aqui podemos falar dos representantes dos clientes, talvez convidar um fornecedor que possua Know-how com soluções que necessitamos e, considere também a figura de um facilitador para aplicação da metodologia – o que pode favorecer na escolha mais sensata dos meios de medição tomando como referência experiencias anteriores e sua bagagem no mercado. Muitos consultores têm esta habilidade por vivenciarem diferentes tipos de processos e produtos.
Conhecer bem a nova tabela de detecção será importante para a aplicação correta da metodologia e ajudar na redução de decisões equivocadas. Além da indicação de um facilitador, especialmente neste período de “transição”, um convidado é muito importante nas reuniões de FMEA: a tabela de detecção. Tenha ela disponível e visível para uso o tempo todo. Como é que sua empresa organiza hoje uma reunião de FMEA? Talvez precise repensar urgentemente!
#Dicas&Toques – Alguns pontos a considerar com a aplicação da nova tabela de detecção:
- Tenha sempre a tabela disponível para consulta;
- Não hesite em “enquadrar” corretamente o meio de medição aos critérios da tabela. Na dúvida, repense. Ainda em dúvida, revise a solução proposta.
- Utilize facilitadores, internos ou externos, convide clientes e fornecedores. Tente mudar os paradigmas, como diz o ditado “sair da caixinha”;
- Considere sempre os recursos disponíveis para a definição do meio de medição capaz de detectar a falha ou modo de falha. Economia aqui, pode vir a custar caro. E talvez “acabar com a empresa”.
- Valide os FMEA´s antes de aplicar o que foi discutido. Utilize um profissional que não está totalmente envolvido para que julgue as ações propostas e avalie a eficácia do que se pretende. A isenção neste caso ajudará na avaliação imparcial.
#DestoqueFinal – Utilizar com coerência a tabela de detecção será de grande valia para a sua empresa. A maturidade aqui, refere-se também à sua equipe. Se predominar um grupo inexperiente haverá soluções pobres e o risco de a empresa ter problemas aumentará. Na existe uma receita pronta, é preciso formar a sua equipe a cada dia, deixando-a mais experiente e, como espera o requisito com maior maturidade. Avalie sua equipe o quanto antes e forneça a ela todo o conhecimento necessário. O que está esperando?
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