Determinar frequência de inspeção com base no risco

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Um grande problema nas organizações é o custo das inspeções. Mas, será que você e sua equipe não estão planejando de forma incompatível com a sua análise de PFMEA? Se a capabilidade do processo e também os recursos existentes levam a uma ocorrência baixa no FMEA por que você está realizando medições com uma frequência alta? É melhor começar a revisar estes conceitos agora mesmo.

Determinar frequência de inspeção com base no risco

A frequência de inspeção determinada no plano de controle deve ser baseada no risco existente de um defeito ocorrer.

 

Quem nunca questionou a eficácia de frequências definidas no Plano de Controle para os produtos e processos em sua organização? Temos sempre a impressão de que estamos gastando recursos de forma exagerada uma vez que a qualidade e a capabilidade do processo são altas. É verdade. Você certamente está desperdiçando recursos porque não levou em conta a sua estimativa de probabilidade de ocorrência quando realizou o PFMEA. Ao determinar as ocorrências você estimou qual a probabilidade de que a falha possa ocorrer e, seguiu um planejamento sem critérios quando transferiu as informações para o plano de controle. A sua grande tarefa na verdade é entender a análise feita e elaborar o plano de controle compatível com o estudo realizado.

A frequência de inspeção que você deve determinar em seu plano de controle é diretamente relacionada com o risco e probabilidade de que uma falha possa ocorrer. Desta forma considere a análise de ocorrência definida no PFMEA como referência para que possa estabelecer em qual frequência irá realizar as medições necessárias. Se você considerou que a probabilidade é baixa, por exemplo, na ordem de 1 ppm ou menos, não adianta ficar medindo de hora em hora por exemplo, porque suas medições estarão corretas em praticamente todas as vezes. Com base em seu conhecimento do processo, tecnologias e recursos disponíveis, é provável que uma medição no setup possa ser suficiente. Se a produção for muito alta considere outra medição em intervalo proporcional a produção realizada em consideração com a probabilidade estimada.

 

Atitude toqueQ: Reúna os profissionais de sua equipe e prepare uma apresentação com base neste conteúdo para reforçar os conceitos e obter melhores resultados. Adicione sua experiência e preocupações. É hora de propor uma atividade com a equipe para revisar os planos de controle e FMEA´s correspondentes considerando as probabilidades de ocorrência estimados ou o histórico atual (probabilidade real). Conte para todos a sua experiência.

O segredo? O segredo está no planejamento da qualidade. Exatamente quando é realizado o PFMEA para o modo de falha correspondente. Analise bem os recursos disponíveis e as metas definidas para o processo. Determine a probabilidade para as ocorrências do modo de falha. Indiretamente você está estimando a frequência que deve prever no seu plano de controle. Faça as contas: um processo com ppm baixo, consequentemente alto Cpk, demora muito para que uma falha possa ocorrer. Desta forma, você pode aumentar o intervalo entre as medições. Como boa prática, garanta a verificação de setup (especialmente se for diário) e seja feliz. Ah! Não esqueça de fazer os cálculos de Cpk periodicamente pois encontrará resultados cada vez melhores certamente.

Atitude toqueQ: Revise hoje mesmo seus planos de controle. É muito provável que esteja perdendo recursos.

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