FMEA e o “fator K”

Os FMEA´s nas organizações estão intensamente contaminados com o coeficiente de medo adotado pelas equipes que estão responsáveis por sua elaboração. E você entendeu corretamente – estão pois não são responsáveis por agir de modo padronizado. Este coeficiente de medo é popularmente denominado de “fato K” – uma alusão pejorativa ao medo exagerado de que algo errado poderá ocorrer. Isto é inconcebível na adoção desta metodologia. A equipe de FMEA deve ser realista e considerar, através da experiência de seus participantes e do uso de lições aprendidas, somente aqueles modos de falha potenciais que efetivamente podem ocorrer. Nada de “viajar na maionese” e considerar o critério “e se…” – é isto que provoca exageros e análises inadequadas na definição de controles atuais no FMEA. Assim, a possibilidade de descrédito aumenta à medida que usamos de forma incorreta as possibilidades de falhas. É fato que algumas possibilidades de falhas são impossíveis e, não há histórico que possam sustentá-las. Por outro lado se houver qualquer possibilidade hipotética é mais fácil ser um feliz ganhador da loteria do que esta falha ocorrer. Se ainda assim, persistir nesta possibilidade avalie a relação custo x benefício para definir uma tomada de decisão. Considere também que não há processo 100% e, um componente de risco é efeito do negócio como forma de reduzir o custo ao usuário final e tornar o produto acessível. Exagere e tornará inviável o negócio.