Não “brinque” de abrir CS2

Abrir o embarque controlado pode ser um instrumento de grande valor na relação cliente e fornecedor. Quando a solução de problemas frequentes não é mais possível através dos canais estabelecidos e mesmo com o uso de técnicas e conhecimentos disponíveis, o uso do embarque controlado torna-se viável. A metodologia é comumente dividida em dois níveis – nível 1, com inspeção utilizando recursos da própria empresa e, nível 2, com o acréscimo da inspeção por empresa externa. O uso excessivo do expediente de embarque controlado tem levado à um descrédito da metodologia e, colocando em risco a certificação de inúmeros fornecedores – o embarque controlado virou um negócio cujos resultados podem ser desagregadores. É comum clientes abrirem embarque controlado nível 1 seguido do nível 2 – em questão de minutos. O nível 2 deveria ser definido quando as ações do nível 1 não são suficientes e, não, como uma punição que beneficia apenas quem presta serviços na área. O período da abertura do CS1 e posteriormente, coloca-se tempo nisto, deveria ser para garantir a contenção, definir a causa raiz, implementar as ações e, avaliar a não ocorrência do problema quando bem sucedido. O que na verdade se tornou é um instrumento de pressão do cliente ao fornecedor. O que muitos não têm observado é que o embarque controlado de nível 2 além de suspender a certificação ISO TS do certificador inicia o processo de decertificação. E, caso em 90 dias não tenha resultados satisfatórios irá implicar no cancelamento do certificado. Representantes de clientes que usam este instrumento de forma excessiva têm colocado seus fornecedores em risco inclusive para suas próprias atividades. Na verdade, muitos até se acham “poderosos” e acabam exagerando. Não “brinque” de abrir CS2, avalie antes todas as possibilidades e alternativas. Somente quando se tornarem inviáveis use este instrumento de cobrança.